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7 fatos sobre o livro digital que devem estar em discussão na 21ª Bienal do Livro de São Paulo
1 – Homenagem ou debate? O livro digital, que para muitos é uma visão literária de Douglas Adams em O Guia do Mochileiro das Galáxias, será um dos homenageados na 21ª Bienal do Livro de São Paulo, mas mais do que isso, é uma inclusão que irá gerar um grande debate sobre o crescimento dos livros digitais no mercado editorial.
2 – Espaço dedicado ao digital: o lugar dedicado à discussão dos meios digitais na Bienal estará centralizado no Espaço Digital da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, onde os visitantes poderão manipular cerca de 50 equipamentos de leitura digital e navegação pela internet.
3 – Morte anunciada ou adaptação? O debate instigado antes e durante a Bienal promoverá uma ampla discussão entre a “morte anunciada” dos livros impressos para alguns especialistas e a necessidade de compreender melhor o nascimento dessas novas tecnologias para inseri-las no mercado editorial, visando que não haja perdas para nenhuma das partes envolvidas.
4 – Impacto na literatura: a cada dia, novos escritores criam blogs literários, ou até mesmo se expressam de forma literária em microcontos no twitter, ou se utilizam de plataformas, como a bookess, onde é possível publicar um livro e disponibilizá-lo para download. Esse impacto será uma das discussões, durante a Bienal, com uma mesa que contará com a presença de escritores experimentais que abordarão o assunto dia 19 às 19h.
5 – Fora das páginas: para discutir a aurora do livro digital, o escritor italiano e radicado no Brasil Contardo Calligaris participará do Salão de Ideias, abordando esse tema com o olhar no futuro, pensando para onde vão as subjetividades do escritor e do leitor.
6 – Uma bienal digital: não só nas homenagens a Bienal se voltou ao digital. Ações práticas, como este blog oficial, abastecido por blogueiros como eu, dedicados à literatura, com concursos culturais pelo twitter, sendo que o próprio slogan foi escolhido através da participação digital, comprovam que a 21ª Bienal do Livro de São Paulo mergulhou de cabeça no mundo digital.
7 – O meu pitaco: aqui me permito uma breve observação pessoal, de que o fim ou não do livro impresso estará nas mãos do leitor, mas o fato é que os últimos resultados apresentam crescimento do mercado editorial e nos deixam duvidosos quanto a essa morte. Como usuário de plataformas digitais, posso dizer que elas nos auxiliam a divulgar novos trabalhos, mas que o mercado impresso continua sendo objeto de desejo tanto de quem consome a leitura quanto de quem a cria. Portanto, ainda é cedo para decretar a morte do livro impresso, como também será tarde para os que não souberem aproveitar as novas mídias digitais.
O texto foi enviado pelo Douglas do Listas Literárias: http://www.listasliterarias.blogspot.com/



